Brisando, pirando, sem cor, sem ânimo... Como sumir sem deixar rastros ou voltar no tempo? Como se fosse adiantar alguma coisa... Mas um alívio, mesmo que momentâneo, não seria nada mal. Eu preciso do meu filho. Ele precisa de mim. Um ano e sete meses. Quinze dias com o pai (ou com a vó, sei lá)? Isso não existe. Há seis meses concordei com essa palhaçada porque não sabia como agiria uma criança de tal idade. Achei que seria mais independente. Nunca tive filho pra saber. Chutei... Bateu na trave. Nada de gol e a bola agora está no poder do adversário.
O pior é que não estamos em jogo. Mas em guerra! Eles estão com o que eu quero e eu não posso "roubá-lo" de lá, pois assinei um papel autorizando sua ida.
Vivendo e aprendendo. Crescendo e se fudendo.
Vida vazia... Eu com cara de paisagem, sem graça e com 3/4 do meu coração longe de mim.
(Olhos nos olhos - momento lindo, único... Por mais que novamente nos olhemos assim, não estaremos na mesma temperatura, com as mesmas energias, com os mesmos sonhos e vontades. E essa troca vai ficar marcada pra sempre)
foto by Dani (linda)
